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3Ds da persona: dores, dúvidas e desejos que orientam conteúdos mais assertivos

3Ds da persona: dores, dúvidas e desejos que orientam conteúdos mais assertivos

Produzir conteúdo com frequência não significa, necessariamente, produzir conteúdo relevante.

Uma empresa pode ter um calendário cheio de pautas e, ainda assim, não conseguir gerar identificação com seu público. Isso acontece porque a quantidade de conteúdo não substitui conhecimento sobre quem está do outro lado da comunicação.

Muitas vezes, a marca cria conteúdos a partir do que deseja falar. Porém, o público está procurando respostas para outras questões.

Por isso, conhecer a persona vai muito além de definir idade, profissão ou interesses. É preciso entender o que essa pessoa enfrenta, o que ainda não compreende e o que deseja alcançar.

É nesse ponto que entram os 3Ds da persona: dores, dúvidas e desejos.

Quando esses três elementos orientam o planejamento, a empresa consegue transformar informações sobre o público em oportunidades mais concretas de conteúdo.

 

O que são os 3Ds da persona

Os 3Ds ajudam a organizar três dimensões importantes do comportamento da persona.

As dores representam problemas, dificuldades, frustrações e obstáculos que fazem parte da realidade desse público.

As dúvidas reúnem perguntas, inseguranças e informações que a pessoa precisa compreender para tomar uma decisão.

Já os desejos representam objetivos, aspirações e resultados que ela pretende alcançar.

Cada dimensão, portanto, revela uma oportunidade diferente.

Uma dor pode indicar um problema que precisa de solução. Uma dúvida pode revelar uma informação que falta. Um desejo pode mostrar onde a pessoa quer chegar.

Além disso, os três elementos podem aparecer em diferentes momentos da jornada.

 

Dores da persona revelam problemas que merecem atenção

Nem toda dor aparece em uma pesquisa formal. Muitas vezes, ela surge em uma conversa com o atendimento, em uma dúvida enviada pelo WhatsApp ou em um comentário nas redes sociais.

Por isso, o primeiro passo para identificar as dores da persona é observar o que as pessoas dizem e fazem.

A equipe comercial pode indicar objeções que aparecem com frequência. O atendimento pode revelar reclamações recorrentes. Avaliações e comentários também mostram dificuldades que o público enfrenta no dia a dia.

Além disso, pesquisas com clientes podem aprofundar essa percepção. A partir dessas informações, a marca consegue identificar padrões.

Imagine, por exemplo, uma empresa que vende um software para pequenas empresas. Se os clientes demonstram dificuldade para organizar seus processos, essa dor pode gerar diferentes conteúdos.

A empresa pode criar um guia sobre organização, explicar erros comuns ou mostrar caminhos para tornar a rotina mais eficiente.

Assim, uma dificuldade real da persona deixa de ser apenas uma informação e se transforma em uma oportunidade de conteúdo.

 

Dúvidas da persona podem virar pautas mais relevantes

As perguntas que o público faz também oferecem pistas importantes.

Antes de uma compra, a persona pode querer entender preços, diferenças entre soluções, prazos ou formas de utilização. Durante a decisão, outras dúvidas podem surgir. Depois da compra, novas perguntas aparecem sobre aplicação, manutenção ou próximos passos.

Cada uma delas pode revelar uma pauta. Por isso, vale observar as perguntas que aparecem com frequência nos canais da empresa.

O time comercial recebe sempre a mesma pergunta? O atendimento precisa explicar determinado processo várias vezes? Os comentários nas redes sociais mostram alguma confusão recorrente?

Esses sinais ajudam a encontrar temas que realmente interessam ao público. Além disso, responder dúvidas reais pode tornar o conteúdo mais específico.

Em vez de publicar um material genérico sobre um assunto amplo, a marca pode responder exatamente à questão que está impedindo a persona de avançar.

Nesse caso, a pauta nasce de uma necessidade concreta.

 

Desejos da persona mostram onde o público quer chegar

Entender a persona também significa compreender suas aspirações.

Nem todo desejo aparece de forma explícita. Às vezes, a pessoa não diz exatamente o que quer, mas demonstra isso por meio de comportamentos, escolhas e expectativas.

Por exemplo, um cliente pode procurar uma ferramenta para economizar tempo. No entanto, seu desejo mais profundo pode estar relacionado à liberdade para se dedicar a atividades mais importantes.

Quando a marca identifica apenas o problema imediato, pode criar um conteúdo funcional. Quando entende o que a persona deseja alcançar, consegue construir uma comunicação mais relevante.

Por isso, vale observar não apenas o que o público reclama, mas também o que busca melhorar.

Quais resultados essa pessoa espera? O que ela gostaria de fazer de maneira diferente? Que transformação considera importante?

Essas respostas podem gerar conteúdos que apresentam possibilidades, caminhos e novas perspectivas.

Assim, os desejos ajudam a marca a comunicar não apenas uma solução para o problema atual, mas também o futuro que o público deseja construir.

 

Os 3Ds da persona precisam encontrar a estratégia de conteúdo

Identificar dores, dúvidas e desejos é apenas o primeiro passo.

Essas informações precisam conversar com os objetivos da empresa, o posicionamento da marca, o momento do negócio e a jornada da persona.

Afinal, nem toda dor precisa virar uma pauta.

Da mesma forma, nem todo desejo precisa entrar na comunicação imediatamente.

O papel da estratégia de conteúdo é justamente fazer essas escolhas.

Uma empresa pode descobrir dezenas de dores durante uma pesquisa. Entretanto, algumas terão maior relação com seu produto, posicionamento ou objetivo comercial. Outras podem ser interessantes, mas não representam uma prioridade naquele momento.

Por isso, os 3Ds funcionam melhor quando orientam decisões, e não quando servem apenas para preencher um calendário.

A partir deles, a marca pode definir:

  • Pautas: quais assuntos merecem atenção;
  • Formatos: qual a maneira de apresentar cada tema;
  • Abordagens: qual perspectiva faz mais sentido para o público;
  • Argumentos: quais informações ajudam a sustentar a mensagem;
  • CTAs: qual próximo passo a marca deseja estimular.

Dessa forma, o conhecimento sobre a persona passa a orientar o conteúdo de maneira prática.

O resultado é uma comunicação menos genérica e mais intencional.

 

Conteúdo mais estratégico começa com conhecimento sobre o público

Na Carbon, acreditamos que conteúdo não deve existir de forma isolada.

Uma comunicação relevante precisa partir do conhecimento sobre o público, estar alinhada ao posicionamento da marca e contribuir para os objetivos do negócio.

Por isso, ajudamos empresas a transformar informações sobre sua persona em estratégias de conteúdo mais relevantes e intencionais.

Se sua empresa quer ir além de produzir conteúdo e construir uma comunicação que realmente converse com seu público, fale conosco.

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